A relação entre a Publicidade e o seriado Chaves

s11  sp 03-09-05  variedades jt  A personagem Chaves   do seriado Chaves, exibido no SBT   FOTO DIVULGACAO

A relação entre a Publicidade e o seriado Chaves

Você já parou para pensar no porquê de o Chaves fazer tanto sucesso? Seria resultado de publicidade ou pura coincidência? Fernando Magnus, do site Plugcitários, escreveu um artigo interessantíssimo sobre o que podemos aprender com o seriado e aplicar nas nossas ações dentro da vida de agência. Confira!

“Quantas vezes você já assistiu o seriado Chaves? Em geral, todos nós já devemos ter assistido algumas dezenas de vezes e, o mais curioso, sempre sorrimos de suas trapalhadas como se fosse a primeira vez. As aventuras do personagem começaram a ser exibidas no México a partir da década de 70 e até hoje fazem sucesso entre todas as idades.

A grande maioria das marcas quer se tornar conhecida e, se possível, “viralizar” entre os consumidores. Aí está o grande desafio das agências: como fazer para que uma campanha se torne um viral na web? Esta pergunta tem sido o desafio para a criatividade das agências de Publicidade e Propaganda, que buscam exaustivamente alcançar o sucesso em seus cases, resultando na venda e divulgação de seus clientes.

Mas qual a relação entre o seriado Chaves e a Publicidade? Não há nenhuma resposta surpreendente. Assim como o seriado, uma boa campanha deve se preocupar em cativar o público pela simplicidade, humor e uma boa dose de criatividade. Seguindo o exemplo do seriado que apostou em inovação e se mantém no ar há cerca de quatro décadas, a grande sacada para as agências pode estar na inovação e na exploração da comunicação digital de forma correta.

No período em que estamos, o marketing e a publicidade esgotam as possibilidades de criar algo novo que surpreenda seus clientes, daí surge uma avalanche de ações repetidas, não atingindo massivamente o público alvo. As agências que não buscam fazer algo diferente ou não se preocupam em produzir conteúdo inovador e que chame a atenção do mercado estão condenadas a nunca conseguir que marcas e produtos de seus clientes sejam inesquecíveis.

A depender do tipo de produto ou serviço, uma boa dose de musicalidade pode ser o toque perfeito para tornar a propaganda naquele ‘chiclete’ que gruda na cabeça do consumidor. Querem um exemplo? Quem já assistiu o seriado Chaves e não memorizou involuntariamente a música: “Que bonita sua roupaaaa, que roupinha mutcho loucaaaa…”.

Nos últimos anos, o marketing digital se transformou em referência de criatividade e inovação. Parte dos virais (sejam eles fruto de trabalho publicitário ou não) é resultado da explosão de aplicativos, redes sociais e outras ferramentas que são fundamentais para divulgar marcas e empresas, fugindo assim dos tradicionais meios de comunicação.

Publicitários e criativos que se lançam fora de sua zona de conforto, explorando as novas mídias e produzindo peças cada dia mais inovadoras, tendem a cativar o público e conquistar muito mais clientes graças a um elemento surpresa: a associação emocional com o produto ou marca que está sendo divulgada. É notório que o envolvimento afetivo funciona divinamente bem como propulsor de conteúdo, ou vai dizer que seu coração não ficou apertado quanto todos viajaram para Acapulco e o Chaves ficou sozinho na vila onde morava?

Agora que já sabemos que inovação, criatividade, musicalidade e envolvimento emocional são excelentes dicas para produzir uma boa campanha, existem alguns detalhes que são fundamentais e jamais devem ser esquecidos:

– Selecionar o público alvo ainda é a melhor opção para quem busca impactar de forma direta. Não faz sentido aperfeiçoar o posicionamento do cliente nas pesquisas do Google ou investir na divulgação em redes sociais e outras mídias se seu público não se faz presente nessas plataformas.

– Durante o brainstorming, todo cuidado é preciso quando se trata de envolver emocionalmente a audiência. É sempre muito arriscado abordar temas polêmicos e provavelmente nenhuma marca quer despertar a ira de seus consumidores para consequentemente se desdobrar e criar estratégias de gerenciamento de crise.

– É de suma importância produzir conteúdo pensando na sua objetividade. Empresas como Twitter e Snapchat ao utilizar tuites com 140 caracteres e vídeos com 10 segundos, respectivamente, entendem que o tempo de seus usuários é precioso. Diante dessas informações é preciso pensar em conteúdo rápido, direto e inteligente.

Enquanto não encontramos alguma fórmula mágica que sirva para viralizar qualquer campanha instantaneamente e faça com que as empresas faturem bilhões na venda de seus produtos e serviços, ainda nos resta ficarmos todos atentos olhando pra TV, dando boas gargalhadas com o personagem mais amado de todos os tempos.”

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