O fenômeno fake news e sua marca

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O fenômeno fake news e sua marca

Notícias falsas ou fake news, em inglês, é o termo que define o fenômeno de divulgação de notícias sensacionalistas e tem como propósito único de espalhar mentiras, difamar ou prejudicar uma pessoa ou grupo. Mas por que fake news tornou-se um assunto importante a ser debatido por todos? As fake news vêm se tornando cada vez mais frequentes no nosso cotidiano, levando ao intenso combate de divulgações, envolvendo, inclusive, o governo, grandes empresas e meios de comunicação.

No Brasil, o Whatsapp, Facebook e outras redes sociais digitais são consideradas os principais de meios de consumo de notícia, superando até mesmo os portais de notícias tradicionais e sites oficiais, isso só se repete na Índia. Segundo dados de uma pesquisa inédita realizada pelo Opinion Box em parceria com o Digitalks “33% dos entrevistados acreditam que as redes sociais têm mais notícias falsas do que verdadeiras e 62% concordam que a internet contribui para espalhar informações falsas. Por outro lado, 76% utilizam sites, portais e blogs para ler e acompanhar notícias, e 74% usam as redes sociais”.

As fake news são intencionalmente falsas, feitas para chamar atenção, em grande parte, de maneira negativa. Se assemelham muito com as notícias tradicionais fazendo com que os internautas acabem compartilhando achando ser verdadeiras. Segundo Felipe Schepers, CEO da Opinion Box, os usuários de redes sociais atribuem a responsabilidade de divulgação de fake news a quem compartilhou, na qual 37% afirma já ter compartilhado notícias falsas sem saber e apenas 57% apagaram o conteúdo e apenas 29% desmentiu a informação.

Também há a parcela que não sabe se era verídico, pois não verificou a fonte ou compartilhou notícias falsas por achar o conteúdo engraçado. Deve-se levar em conta, ainda, o cenário de crise política e corrupção em todas as vertentes do cotidiano, gerando alta desconfiança do público, na qual se reflete nos meios de comunicação e marcas. Mas, como combater as fake news?

A começar com a responsabilização, ou seja, aceitar que todos temos responsabilidade sobre a explosão desse fenômeno fake news e que isso afeta ao governo, aos meios de comunicação, aos blogs independentes que se dispõem a fazer conteúdo autêntico e não malicioso, e, principalmente, ao próprio leitor que propaga informações sem fundo de verdade, uma vez que todos podem ser produtores e reprodutores de conteúdos na internet.

Por isso, é extremamente necessário ter um departamento ou responsável por gerenciar a comunicação, tendo um espaço para pronunciamentos oficiais, monitoramento de notícias sobre e todo relacionamento de marca em geral.

Quanto atrapalha o marketing

Um exemplo deste monitoramento foi a ação feita pela agência Soko, que em assessoramento pela Skol identificou o foco da fake news sobre a composição da cerveja, na qual supostamente era feita de milho. O principal proliferador da fake news “Suco de Milho – Policial Gourmet”, foi a fanpage no Facebook “Site dos Menes”.

Poucas horas depois da postagem do meme, um vídeo encomendando pela Skol, com link diretamente postado nos comentários da postagem, aparece a cozinheira Palmirinha comentando a diferença entre a cerveja e um suco de milho, na qual até citou a receita do suco. A ação foi bem recebida pelo público, revertendo a situação de anos da relação Skol-Milho. Vale ressaltar que essa ação foi estudada previamente e que cada situação é diferente.

 

Fontes: Meio&Mensagem, Digitalks e Geek Publicitário – Texto: Letícia Yoshimura/Netshare Marketing Criativo

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