Pra ficarmos de olho: Google Bulletin x Mídia Local

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Pra ficarmos de olho: Google Bulletin x Mídia Local

Se a revolução digital está mudando as melhores práticas e os costumes das grandes empresas de comunicação, o que dizer do rastro que a digitalização deixa nas pequenas empresas? As marcas locais, que ainda sobrevivem pela história de confiança em seus nomes, começam efetivamente a sofrer com os novos tempos. O papel ainda funciona, é verdade. As rádios também. Mas as ameaças estão por todos os lados, todos os dias. A mais recente atende por “Bulletin”. Google Bulletin.

O segredo dos veículos locais e regionais é ser imprescindível em notas que falam das ruas, das esquinas, das pessoas locais. Ali não há concorrência. E se os blogs inundam a nuvem, ninguém consegue ter a representatividade, a confiança, de uma boa e tradicional marca local. Bulletin é um pouquinho diferente.

Foi o Google quem lançou Bulletin, ainda em fase de testes nas cidades americanas de Nashville (Tennesse) e Oakland (California). A melhor tecnologia do mundo em uma aplicação fácil de usar. Rápida. Sem intermediários. Google usa toda experiência de ótimas ferramentas para facilitar o uso pelos cidadãos. Impossível concorrer. Por melhor que seja a aplicação de um meio local, ele será inferior ao Bulletin.

Bulletin já vem com plano de negócios: os anúncios do Google. E uma penetração massiva em 99% dos usuários de Internet. Se tudo conspira contra os meios locais, como sobreviver? Só com inteligência e bom jornalismo. A curadoria sobre o material relevante será cada vez mais um diferencial para a audiência exigente. Só que a ferramenta do Google certamente vai atrair o público em geral.

A grande vantagem dos meios locais é que o Bulletin ainda não foi lançado. Mas será rapidamente. Esse tempo conspira a favor das marcas tradicionais. Só que não é mais possível esperar para ver o que acontece. A ação precisa ser imediata. Ou já não será possível reagir.

O conselho do momento é: invista na relevância local e em um ferramental amigável. Sem gastar todo o dinheiro do mundo, apenas o suficiente. Assim o mercado estará ocupado com o furacão Bulletin passar.

Sabe o que pode ser ainda pior? O Facebook também está entrando nesse mercado, com uma plataforma de notícias e eventos locais que invadirão a timeline do usuário. As primeiras experiências estão acontecendo em Olympia, estado de Washington.

A reação precisa ser imediata.

Fonte: Meio&Mensagem / Opinião de Eduardo Tessler

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